Questionário de Proust | Coronel José Bacelar Ferreira

Questionário de Proust | Coronel José Bacelar Ferreira

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José Bacelar Ferreira nasceu em 1943. Após estudos liceais, seguiu a carreira das armas. Passou pela Guerra Colonial no Ultramar e foi membro ativo no Movimento do 25 de abril de 1974, em Portugal.

Reformou-se mais tarde na patente de Coronel.

É casado e tem duas filhas.

É Vicentino desde sempre e um dos rostos mais ativos da Associação Dar as Mãos, desde 13 de maio de 1994.

Homem forte e corajoso, generoso e desapegado de bens materiais, vive de perto os ideais do “Poverello de Assis”.

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1- Qual é para si o cúmulo da miséria moral?

A pedofilia.

 

2- E o seu ideal de felicidade terrestre?

O amor partilhado.

 

3- Que culpas, a seu ver, requerem mais indulgência?

As que se assumem.

 

4- E menos indulgência?

As que resultam de desleixo e se escondem.

 

5- Qual a sua personagem histórica favorita?

Cristo.

 

6- E as heroínas mais admiráveis da vida real?

As Mães.

 

7- A sua heroína preferida na ficção?

Calíope.

 

8- O seu pintor favorito?

Renoir.

 

9- O seu músico favorito?

Beethoven.

 

10- Que qualidade mais aprecia no homem?

Honradez, firmeza de carácter.

 

11- Que qualidade prefere na mulher?

Simplicidade, beleza de sentimentos.

 

12- A sua ocupação favorita?

Apicultura.

 

13- Quem gostaria de ter sido?

João Semana.

 

14- O principal atributo do seu carácter?

Lealdade.

 

15- Que mais apetece aos amigos?

Partilha de vida.

 

16- O seu principal defeito?

Teimosia.

 

17- O seu sonho de felicidade?

Viver entre amigos.

 

18- Qual a maior das desgraças?

Não ter amigos.

 

19- Que profissão, que não fosse a de escritor, gostaria de ter exercido?

Médico de aldeia.

 

20- Que cor prefere?

Verde.

 

21- A flor que mais gosta?

Cravo.

 

22- O pássaro que lhe merece mais simpatia?

Pisco ruivo.

 

23- Os seus ficcionistas preferidos?

Eça e Camilo.

 

24- Poetas preferidos?

Guerra Junqueiro e Régio.

 

25- O seu herói?

Frederico Ozanam.

 

26- Os seus heróis da vida real?

Meu avô, meu Pai.

 

27- As suas heroínas da história?

Madame Curie e Madre Teresa.

 

28- Que mais detesta no homem?

Falta de carácter.

 

29- Carácteres históricos que mais abomina?

Inquisição, Holocausto.

 

30- Que facto, do ponto de vista guerreiro, mais admira?

Aljubarrota.

 

31- A reforma política que mais ambiciona no mundo?

Democracia partilhada por todos os cidadãos.

 

32- O dom natural que mais gostaria de possuir?

Intuição para a música, tocar acordéon.

 

33- Como desejaria morrer?

Com paz de alma.

 

34- Estado presente do seu espírito?

Feliz.

 

35- A sua divisa?

Humildade.

 

36- Qual é o maior problema em aberto do concelho?

Acolhimento dos sem abrigo.

 

37- Qual a área de problemas que se podem considerar satisfatoriamente resolvidos no território municipal?

Os da Educação académica.

 

38- Que obra importante está ainda em falta entre nós?

Construção de uma variante Poente.

 

39- De que mais se orgulha no seu concelho?

Casa das Artes, Parque da Cidade.

 

40- Qual é o livro mais importante do mundo para si?

Livros do Novo Testamento.

 

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Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças”. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infra-estruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade e a demolição do Cine-Teatro Augusto Correia. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

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