Confronto com imagens metafóricas que remetem para personagens misteriosas da nossa memória

Fotografia | Jorge Molder. ‘Jeu de 54 Cartes’ no Museu de Escultura de Santo Tirso

Fotografia | Jorge Molder. ‘Jeu de 54 Cartes’ no Museu de Escultura de Santo Tirso

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Na próxima sexta-feira, 27 de outubro, pelas 19h00, o Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso vai inaugurar uma nova exposição de Jorge Molder. A exposição intitula-se “Jeu de 54 Cartes”; o seu conteúdo, para já, é uma incógnita. Mas a sombra, o jogo de sombras, estará definitivamente presente.

 

O percurso fotográfico de Jorge Molder iniciou-se, em termos públicos, em 1977, com a primeira exposição individual. Vilarinho das Furnas (uma encenação) era o seu título e incidia sobre uma intervenção da poetisa visual Ana Hatherly sobre aquela extinta localidade.

A partir de 1987, e de uma forma que não mais deixará de estar presente na sua obra, a auto-representação começa a estar presente no seu trabalho em imagens que não devem ser confundidas com auto-retratos. Estas imagens metafóricas remetem para personagens misteriosas da nossa memória, quer da literatura, quer do quotidiano. São desse período as séries Conrad e The Portuguese Dutchman, cujas referências literárias e filosóficas a Joseph Conrad, Herman Melville são evidentes.

Nome grande da arte portuguesa de produção contemporânea, Jorge Molder representou Portugal na 48ª Bienal de Veneza em 1999. Na série Nox, que aí apresentou, revela “uma enorme sofisticação na utilização dos processos ficcionais gerados pelos personagem que encarna nas suas imagens”, refere o MIEC.

A obra de Jorge Molder encontra-se representada, por exemplo, nas coleções portuguesas da Fundação Berardo, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação de Serralves, entre outras, bem como em coleções internacionais, como as do Art Institute de Chicago ou do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid.

Jorge Molder tem também apresentado o seu trabalho em inúmeras instituições nacionais e internacionais. Do seu currículo constam os pémios AICA/Portugal, em 2007, e Fundação EDP/Arte, em 2010.

O fotógrafo Jorge Molder esteve também já presente em Famalicão. Na altura, em 2015, inaugurou a Galeria Ala da Frente, com um conjunto de fotografias sob o título “Jorge Molder |Un dimanche…” e, em simultâneo, lançou um livro com os trabalhos apresentados na exposição.

Jorge Molder nasceu em Lisboa em 1947.

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Jeu de 54 cartes, de Jorge Molder – trailer

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